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Doze inovações do Facebook que terão impacto no cotidiano do universo jornalístico

O Facebook está fazendo uma ferramenta de namoro semelhante ao Tinder, entre outros desenvolvimentos. Mas há muita coisa que jornalistas precisam saber do maior evento anual do Facebook, e como encontrar seu próximo namorado em potencial não é um deles. Duas coisas ficaram claras na palestra de abertura do fundador Mark Zuckerberg: o Facebook precisa manter as pessoas mais seguras e não vai deixar de criar coisas legais. A conferência, realizada recentemente, foi destinada para a comunidade de desenvolvedores, mas os produtos que eles estão lançando mudarão a maneira como os jornalistas contam histórias.

Pronto para pular para o próximo grande algoritmo e mudanças de produto? Vamos!

  1. Grupos

Zuckerberg chama os grupos de “a parte mais significativa do Facebook” para muitos usuários e a empresa afirma que 1,4 bilhão de pessoas usam Grupos todos os meses. Veremos o gigante da mídia social duplicar os grupos e capacitar os usuários administradores com ferramentas para melhor gerenciar suas comunidades. Para as redações, isso significa redirecionar as notícias hiperlocais e construir grupos em torno de audiências de nicho. Como a lei de Metcalfe, a força das futuras empresas de mídia pode não depender de milhões de “curtidas” em sua página no Facebook. Em vez disso, as organizações de mídia podem julgar o sucesso de suas redes com base no número de grupos que gerenciam. Isso significa fragmentar as audiências da mídia social em centenas ou milhares de grupos focados em assuntos específicos e áreas de foco. Os profissionais de marketing também adoram isso, porque podem colocar os anúncios certos no conteúdo certo para o público certo.

  1. Stories (histórias)

Não subestime o formato fundado pelo Snapchat que ficou famoso por adolescentes compartilhando nus. Stories pretende superar os feeds como a principal maneira de as pessoas compartilharem – no próximo ano, de acordo com o Facebook. As histórias são verticais, clicáveis e otimizadas para dispositivos móveis, um formato que aparece no topo das telas de mobile do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger. Fique de olho no WhatsApp Status, que agora tem 450 milhões de usuários diários, tornando-se o maior formato de história do mundo. Há grandes oportunidades aqui para fornecer histórias lúdicas e interativas para o público em seus bolsos, mas toda consideração deve ser sobre narrativas para dispositivos móveis.

  1. WhatsApp

O WhatsApp não tem sido um pesadelo para as organizações de notícias? Sim. As APIs até agora eram bem protegidas, por isso, sofremos para distribuir ou medir o sucesso no WhatsApp. Isso pode mudar, já que o Facebook anunciou um foco em ajudar as pessoas a se conectarem com empresas no WhatsApp. Lançou o WhatsApp para pequenas empresas recentemente e, em breve, será ampliado para empresas maiores também. Aguarde novas ferramentas para tornar mais fácil para as redações engajarem-se com o público no WhatsApp.

  1. Criptografia

O Facebook chamou o WhatsApp de a maior plataforma de mensagens criptografadas do mundo. Isso significa que mesmo o Facebook não pode rastrear facilmente o que as pessoas estão conversando na plataforma de mensagens. Mas também faz com que o espaço seja um buraco negro para mentiras, boatos e informações falsas. O WhatsApp é chamado de “dark social”, o que significa que é difícil acompanhar o que está acontecendo lá. Espere que as próximas teorias conspiratórias virais e histórias falsas ganhem força no WhatsApp antes que entrem nas timelines públicas do Facebook e Instagram.

  1. Verificações de segurança

Como o Facebook pode fazer as Verificações de Segurança ainda melhores do que são? Com fotos e vídeos. O produto permite que você faça o check-in para que seus amigos e familiares saibam que você está seguro quando um desastre ocorre. Agora, testemunhas oculares podem fornecer fotos e vídeos de bloqueios de estradas, inundações, incêndios e mais. Os jornalistas devem observar este espaço porque as checagens de segurança se tornarão uma ferramenta de agregação realmente poderosa para encontrar jornalistas cidadãos durante situações de notícias de última hora.

  1. Anúncios políticos

“Nunca mais estaremos despreparados para isso”, disse Zuckerberg sobre o uso que a Rússia fez das ferramentas de publicidade do Facebook nas eleições dos EUA. Agora, os usuários poderão ver quem está exibindo anúncios políticos e quanto eles estão gastando. O fundador do Facebook prometeu “mais transparência do que nos anúncios de TV ou impressos”. Os jornalistas poderão acompanhar o dinheiro gasto nos anúncios políticos no Facebook para as próximas eleições no Brasil, México, Índia, Paquistão e mais.

  1. Watch Party (assistir em grupo)

O Facebook está gastando muito tempo considerando o tempo bem gasto e o bem-estar de seus usuários. A organização afirma que as pessoas são mais felizes quando não são consumidoras passivas de conteúdo, mas estão engajadas com amigos e familiares. Em breve, poderemos hospedar “Watch Parties”, onde os amigos podem assistir ao mesmo vídeo juntos. Os jornalistas precisam começar a considerar vídeos que gerem mais interações, engajamentos e criem mais conversas entre amigos.

  1. Fake news

Para combater notícias falsas amplamente, o Facebook prometeu remover incentivos econômicos para pessoas que querem ganhar dinheiro divulgando o lixo sensacionalista. Há também um foco na remoção de perfis falsos e na verificação de pessoas que gerenciam páginas grandes ou compram anúncios confidenciais. O Facebook também expressou um foco renovado em trabalhar com órgãos de verificação de fatos e fornecer mais contexto em torno de conteúdo de má qualidade.

  1. Realidade aumentada

Você conhece todos aqueles filtros engraçados que as crianças estão usando nas câmeras selfie? Língua de cachorro e flores no cabelo? Os jornalistas precisam começar a levar a sério toda essa tecnologia de realidade aumentada, porque os efeitos da câmera estão sendo incorporados ao Facebook Messenger e ao Instagram de maneira ainda maior este ano. Qualquer desenvolvedor agora pode contribuir com seus próprios filtros de rosto animados. Olhando para além dos truques infantis, os jornalistas podem encontrar maneiras interessantes de permitir que o público se teleporte para todos os tipos de assuntos.

  1. Messenger

O Facebook Messenger pode se tornar parte do sistema de gerenciamento de conteúdo da sua organização de mídia (CMS) ou ajudar repórteres a enviar imagens da rua para a redação como um protocolo de transferência de arquivos (FTP)? Agora que o Messenger está sendo construído para permitir o compartilhamento de mídia avançada, como fotos em 4K e vídeo em alta definição, tudo é possível.

  1. Marketplace

O Marketplace do Facebook fica entre Gumtree, Craigslist e Amazon em termos de popularidade e sua posição está crescendo. A empresa afirma ter 800 milhões de usuários mensais em 70 países. Para redações interessadas em fluxos de receita no campo de mercadorias e produtos de consumo, há potencial de se fazer dinheiro em breve.

  1. Realidade virtual social

O Facebook está apostando alto em realidade virtual e lançará novos aplicativos que permitem que as pessoas estejam no mesmo espaço virtual, além de estarem juntas em tempo real. As organizações de mídia precisam repensar completamente os formatos atuais porque esse é um espaço totalmente novo e está evoluindo rapidamente. Confira o Oculus TV para ter uma ideia de como a futura sala de estar poderá ser. O Facebook também está lançando um headset de US$200, de modo que a barreira de entrada no seu mundo virtual nunca foi menor.

Como produtos separados, nenhuma dessas atualizações mudará substancialmente a indústria digital. Mas quando todos se juntam, criam um novo tipo de cenário de mídia social, que é mais interativo, mais tangível e mais honesto do que nunca (assim esperamos).

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